Eram três horas da tarde de um dia chuvoso. Em uma espécie de laboratório onde havia muitos computadores, mesas, prateleiras e equipamentos estranhos, também havia um homem sentado diante de um computador. Era um homem aparentando uns cinqüenta anos, vestindo um casaco branco e mostrava certo ar de autoridade. Na tela do computador que ele usava, havia diversos ícones de documentos, pastas e programas. Em cima do monitor, se encontrava uma câmera. Então uma janela de um programa que acabará de ser executado, abriu. Era um programa de chamadas, nessa janela era mostrada uma lista de contatos, com muitos nomes e números. Esse homem selecionou um contato da lista e outra janela abriu, uma janela com o fundo preto e um texto dizendo que a chamada estava sendo efetuada. Foi então que a chamada foi atendida.
- Professor Elm? Ah sim, aí esta você! - Disse o homem, com um leve sorriso após a imagem de outro homem aparecer na janela preta.
Elm era mais novo, mas tinha menos cabelo, usava óculos e também um casaco branco. Atrás dele era possível ver um ambiente parecido também com um laboratório, com computadores e máquinas estranhas.
- Olá Professor Carvalho! É muito bom ver o senhor. Como vai? - Perguntou Professor Elm com entusiasmo.
- Estou bem Elm. Uns anos a menos cairiam bem, mas nem tudo é possível. - Respondeu Professor Carvalho, dando risada ao se referir à idade.
- Sei bem como é Sammy. A idade já me começa a pesar também. Mas diga, já resolveu aquele assunto do qual me falou semana passada? - Perguntou Professor Elm, interessado no assunto.
- Esse é o motivo pelo qual eu te liguei. Aquele jovem me ligou, ele disse ter pensado muito e que aceita fazer parte do projeto. Mas eu não tenho nada aqui para oferecer. Queria saber se você não pode me ajudar nisso. - Disse Professor Carvalho esperançoso.
- Estudou qual seria o melhor tipo para ele? - Perguntou Professor Elm, mexendo nos óculos.
- Sim Elm, é meio arriscado, mas acredito que fogo seria um bom começo. - Respondeu Professor Carvalho balançando positivamente a cabeça.
- Perfeito Sammy! É justamente um desse tipo que eu tenho aqui. Quando irá levar o jovem até aí? - Perguntou Professor Elm.
- Amanhã. Mas não será aqui, vou me encontrar com ele no prédio do conselho.
- Ótimo, então não se preocupe Sammy. Amanhã estarei lá sem falta. - Respondeu Professor Elm dando um sorriso enquanto tirava os óculos.
- Muito Obrigado Elm, agora fico aliviado. Esse jovem pode muito bem desistir se eu demorar a mostrar tudo a ele. - Comentou Professor Carvalho.
- Ora é um prazer ajudar Sammy. - Professor Elm disse, agora, limpando os óculos.
- Bom Elm, então é isso. Preciso desligar, tenho muita coisa a fazer ainda aqui.
- Com certeza Sammy. Até amanhã. Cuide-se.
- Você também meu amigo. - Respondeu Professor Carvalho, encerrando a ligação e fechando o programa de chamadas.
Longe daquele laboratório, na cidade de São Paulo em um bairro chamado Jaraguá, vive Rodrigo. Um jovem de dezoito anos que mora com seus pais e três irmãos em uma grande casa que fica em uma descida. Para entrar é preciso subir uma escada ao lado da garagem, logo depois de subir há um corredor com duas portas. Uma leva à sala e outra à cozinha, do lado esquerdo da sala, estão os quartos, um para Rodrigo e seu irmão. Outro para as duas irmãs e o último para seus pais. Do lado direito da sala estão o banheiro e a cozinha. No fim do corredor do lado de fora, se localiza a lavanderia e uma escada que leva até a casa dos avós de Rodrigo.
Rodrigo estava na sala, sentado em um sofá de três lugares, ele estava pensativo e não prestava atenção na televisão. Diego, seu irmão, estava deitado em um sofá de dois lugares ao lado do sofá onde estava Rodrigo.
- Que foi Rodrigo? - Perguntou Diego.
- Oi? Ah, nada não. - Rodrigo respondeu olhando pro chão.
- Você falou que queria ver esse filme, mas desde que começou não tira o olho do chão. Ele ta sujo? - Perguntou Diego com um tom de brincadeira olhando para o chão também como se estivesse procurando alguma mancha de sujeira.
Rodrigo entendeu a brincadeira de Diego e respondeu com uma careta.
- No que você ta pensando?
- Em nada... Não interessa. - Respondeu Rodrigo e começou a prestar atenção no filme.
No dia seguinte Rodrigo acordou bem cedo e foi ao encontro do Professor Carvalho, que tinha dito a Rodrigo que o encontra-se em um prédio na Avenida Paulista, no centro da cidade de São Paulo. A Avenida Paulista era um pouco longe da casa de Rodrigo, ele precisou pegar um trem e um ônibus. Chegando lá procurou pelo prédio, quando encontrou percebeu que não era um prédio normal em relação aos outros por perto. Era um prédio bem moderno e bonito, o número de andares, Rodrigo não sabia, era muito grande. Ao entrar Rodrigo deu de cara com um segurança, que logo perguntou o que ele fazia ali.
- Eu me chamo Rodrigo, o Professor Carvalho marcou um encontro comigo aqui nesse endereço. - Rodrigo respondeu olhando para um papel onde ele tinha anotado o endereço.
- Aguarde um instante. - O segurança foi até um interfone em uma parede perto ao lado de uma catraca, Rodrigo não conseguia ouvir a conversa do segurança com quem estivesse no interfone e começou a olhar em volta. Reparou primeiramente na catraca perto do segurança, também percebeu que havia inúmeras câmeras de vigilância pelos cantos das paredes e começou a pensar se era uma boa idéia ter aceitado a proposta misteriosa do Professor Carvalho. Quando o segurança estava voltado, Rodrigo viu algo muito entranho que chamou sua atenção. Na mesma direção da qual o segurança vinha, mas mais ao fundo, depois da catraca e de um vidro, passaram rapidamente três homens, um deles Rodrigo podia jurar que estava seminu e tinha a pele azulada. Antes que pudesse imaginar qualquer coisa o segurança voltou a falar com Rodrigo.
- O Professor Carvalho o aguarda, venha comigo. - Disse o segurança sério.
- Beleza. - Disse Rodrigo, seguindo o segurança e tentando entender o que tinha visto.
O segurança passou um cartão na catraca e acenou para que Rodrigo passe, depois eles entraram em um dos três elevadores que estavam ali. O segurança apertou o botão com o número vinte e seis no painel do elevador, que começou a subir. Quando passavam pelo décimo sétimo andar. O elevador parou e as portas se abriram, então entraram duas pessoas no elevador, o Professor Elm carregando uma maleta cinza e uma mulher segurando uma prancheta com alguns papéis presos a ela. Os dois estavam de casaco branco, Rodrigo imaginou que fossem médicos, mas logo descartou essa possibilidade ao reparar na forte cor roxa do cabelo da mulher.
- Não seria normal uma médica com cabelo roxo... - Pensava. Rodrigo não entendia o que eles dois estavam falando, entendeu que era inglês o idioma usado pelos dois, mas não conseguiu traduzir nada da conversa. Depois que os dois ficaram quietos, o Professor Elm olhou de relance para Rodrigo e desviou o olhar mexendo nos óculos, olhou as horas em seu relógio e voltou a olhar para o Rodrigo e perguntou:
- Você... Você é o Rodrigo? - Perguntou Professor Elm com certa dúvida.
- Ah... É. Sou eu. - Respondeu Rodrigo meio devagar. E a mulher de cabelo roxo começou a olhá-lo.
- Oh, prazer em conhecê-lo. Sou o Professor Elm. - Disse estendendo a mão a Rodrigo.
- O prazer é meu. - Disse Rodrigo cumprimentando o Professor, mas sem idéia alguma de quem fosse ele. - O Senhor me conhece?
- O Professor Carvalho me falou sobre você, aliás, é por isso que estou aqui. - Disse Professor Elm, quando as portas do elevador se abriram.
Rodrigo olhou no painel, que mostrava o número vinte e seis, então o Professor Elm saiu primeiro.
- Não se preocupe, eu o levo. - Disse Professor Elm de forma simpática ao segurança.
- Tudo bem, tenha um bom dia Professor Elm. - Disse o segurança balançando a cabeça.
- Um bom dia pra você também. Venha Rodrigo, por aqui. - Rodrigo seguiu o Professor Elm, quando olhou pra trás, a porta do elevador se fechou. A mulher de cabelo roxo continuou no elevador.
Rodrigo continuou seguindo o Professor Elm, o andar estava vazio. Mas Rodrigo percebeu que isso não era normal, já que havia muitas mesas com papéis espalhados sobre elas, paletós e casacos nos encostos das cadeiras e computadores em estado de proteção de tela. Então o Professor Elm entrou em uma das salas que repartiam o andar, depois segurando a porta pediu para que Rodrigo entrasse.
- Olá Sammy! - Exclamou Professor Elm. E Rodrigo foi entrando e procurando na sala o tal Sammy que o Professor Elm saldava, quando viu o Professor Carvalho com um grande sorriso.
- Olá Elm! Rodrigo? Então já se conheceram? - Perguntou Professor Carvalho.
- Pegamos o mesmo elevador, eu o reconheci da foto. - Respondeu Professor Elm mexendo com a mão esquerda nos óculos.
- Sammy??? - Perguntou Rodrigo curioso.
- Ah sim, é meu apelido. Meu primeiro nome é Samuel. - Explicou Professor Carvalho.
- Aqui está Sammy. - Disse o Professor Elm, entregando a maleta que trouxera a entregando ao Professor Carvalho.
- Obrigado Elm, Rodrigo venha sente-se aqui. - Disse o Professor Carvalho virando uma cadeira para o Rodrigo. Rodrigo se sentou e quando ia fazer uma pergunta foi interrompido pelo Professor Elm.
- Rodrigo, aceita um copo de leite?
- Não, não, obri... - Rodrigo tentou agradecer, enquanto o Professor Elm colocava o copo em sua mão e o olhava com expectativa. Rodrigo olhou para o Professor Carvalho também o olhava com expectativa, e não viu outro jeito, a não ser tomar o leite. O que Rodrigo não imaginou foi o quanto gostoso era o leite, ao dar o primeiro gole, olhou para o copo e tomou mais um gole.
- Bom, não é? - Perguntou o Professor Carvalho dando um sorriso.
- É muito bom. - Dizia Rodrigo, sem saber o que dizer direito. Era apenas um copo de leite. - Qual a marca? - Perguntou mesmo achando que era uma pergunta tonta de se fazer.
- A marca? - Questionou o Professor Elm olhando para o Professor Carvalho, como se escondessem algo. Ao ver a expressão dos dois, Rodrigo se perguntou se não teria sido melhor ter bebido um gole menor.
- Você ia perguntar algo Rodrigo? - Perguntou o professor Elm.
- Ah sim, bom, é que parece que esse andar estava cheio de gente há pouco tempo. O que houve com todo mundo?
- Esse andar era o mais seguro para que eu pudesse falar com você, então pedi para que todos se retirassem. - Explicou o Professor Carvalho.
- Bom, vamos começar logo isso. - Disse o Professor Carvalho cruzando os braços e olhando para o Rodrigo. - Rodrigo você se lembra de tudo o que eu disse quando nos encontramos pela primeira vez?
- Sim. - Disse Rodrigo enquanto colocava o copo de leite na mesa. - O senhor disse que era um pesquisador e não só o senhor como muitas outras pessoas em todo o mundo e em todas as áreas eram portadores de um grande segredo.
- Exato. Eu disse também que esse segredo sempre tem de ser passado para frente e para o maior número de pessoas, pra que quando ele fosse descoberto por todos, não sofresse tanto impacto no mundo. E também disse que você poderia fazer parte dos que conhecem esse segredo. - Lembrava o Professor Carvalho á Rodrigo, que balançava a cabeça concordando com o Professor.
- Eu só não entendo uma coisa Professor. E se mesmo depois de souber esse segredo, eu não quiser fazer parte dele? - Perguntou Rodrigo.
- Nós confiamos em você Rodrigo. Você pode escolher não fazer parte dele. Mas pelo menos o guardará, existem muitas pessoas assim por todo o mundo. - Respondeu o Professor Elm.
- Certo... Então, qual é o segredo? - Rodrigo perguntou agora curioso.
- Bom, explicar é complicado. Você tem de ver para acreditar. - Respondeu Professor Elm entregando a maleta cinza que trazia consigo ao Professor Carvalho.
O Professor Carvalho colocou a maleta na mesa em frente ao Rodrigo e a abriu bem devagar. Rodrigo chegou a virar um pouco o rosto, com medo do que tivesse ali dentro. Quando a maleta ficou totalmente aberta, Rodrigo ficou sem reação. Não acreditava no que estava vendo.
- Uma... Pokébola?! - Rodrigo estava incrédulo. - O que isso significa Professor? Isso é algum tipo de brincadeira? Ah, já sei... O segredo é que Pokémons existem! Estou certo?
- Na verdade, o certo é Pokémon e não Pokémons. Mesmo no plural não se coloca o S. - Dizia Professor Elm, sorrindo.
- Você acertou Rodrigo. - Disse Professor Carvalho.
- ...Acertei? O que? - Perguntava Rodrigo meio perdido, pois ainda tentava entender a brincadeira do Professor Elm.
- Sobre os Pokémon. Eles existem. - Respondeu Professor Carvalho, em um tom sério. - Esse é o segredo.
- E dentro dessa pokébola tem um Pokémon? Provavelmente um Pikachu! - Dizia Rodrigo ironicamente.
O Professor Elm tirou a pequena esfera de dentro da maleta e ao apertar um botão em alto relevo que ficava sobre a divisa das cores branca e vermelha da pokébola, ela dobrou de tamanho. E disse a Rodrigo:
- Um Pikachu? Não... Melhor você mesmo ver. - E então a Pokébola se abriu, de dentro dela uma luz forte e um som parecido com um estouro saíram e depois uma criatura tomou forma e apareceu diante de Rodrigo.
- Cindaquil! - Disse a pequena criatura.
Rodrigo olhou por um instante o Cindaquil, tentava falar, mas não conseguia. Sua visão ficou turva, seus olhos giraram e ele desmaiou.
- Eu já esperava por isso... - Disse o Professor Carvalho.
Dois minutos se passaram e Rodrigo recobrou a consciência, ainda tentando se encontrar começou a olhar em volta, olhou para o Professor Carvalho, depois viu o Professor Elm.
- Professor Carvalho... Nossa, o que houve? Eu dormi? - Perguntou Rodrigo envergonhado.
- Na verdade você Desmaiou. - Ele Respondeu rindo.
- Eu tive um sonho estranho. Sonhei que o Senhor me disse que Pokémons existiam e tinha até me mostrado um... - Dizia Rodrigo quando olhou para o Professor Elm que levantava as sobrancelhas e apontava para algo que estava atrás de Rodrigo. Quando Rodrigo ouviu:
- Quil?
Rodrigo esbugalhou os olhos como se em um filme de terror o terrível assassino estivesse atrás dele segurando um machado. Aos poucos Rodrigo foi se virando, comprimindo os olhos até que olhou para cima da mesa que estava na sua frente. Lá estava, um Pokémon. Um Cindaquil. Estava sentado igual a um bebê humano. Tinha o corpo amarelo creme, nas costas a cor era um tom bem escuro de azul e havia pequenos orifícios ali, seus olhos nem se abriam, seu nariz era comprido, parecia um tamanduá. Cindaquil também olhava Rodrigo. Parecia estar analisando o garoto até que começou a estender os braços para Rodrigo.
- Ele quer que você o segure Rodrigo... - Disse Professor Elm.
- Como? - Rodrigo travou.
- Não tenha medo, ele gostou de você - Dizia Professor Carvalho enquanto ia até a mesa e pegava Cindaquil no colo.
- Não é medo. É que eu não estou acostumado com Pokémons sabe... - Dizia Rodrigo fazendo bico, de modo sarcástico.
- Po-ké-“mon”. - Corrigiu o Professor Elm.
- Muitas coisas irão mudar se você quiser fazer parte de tudo isso, terá de se acostumar. - O Professor Carvalho entregava o Cindaquil nos braços do Rodrigo que o segurava sem jeito.
- Rodrigo, agora nós iremos lhe contar a história dos Pokémon. Preste bastante atenção. - Disse o Professor Elm.
- Os Pokémon são criaturas muito antigas Rodrigo. Estão em nosso meio há milhares de anos. Eles fazem parte de muitos acontecimentos e mistérios da história desde o início dos tempos, fatos como a construção das pirâmides, o nascimento de Cristo, o incêndio em Roma, a Inquisição... Eles viviam em paz com os humanos. Mas cada vez mais, passaram a ser usados como armas, objetos de poder. Foi na época dos reis europeus que pessoas que respeitavam os Pokémon como nós, perceberam que o futuro dos Pokémon só tendia a piorar, e então resolveram colocar em prática um plano impossível, esconder os Pokémon. Logo esse plano se mostrou possível, pois o número de Pokémon em todo o mundo começou a diminuir pelo fato deles estarem travando as guerras dos humanos. Anos passaram e os Pokémon se tornaram criaturas raras, cada vez menos vistas por olhos humanos. Treinadores Pokémon da época se comprometeram a viajar por todo o mundo para continuarem com o plano, mostrando para povos orientais o perigo que seria o poder Pokémon em mãos humanas em um futuro próximo. Então chegou o dia em que os Pokémon se tornaram lendas, histórias sobre criaturas com poderes extraordinários eram contadas, dragões cuspidores de fogo, lobisomens, unicórnios, fadas, serpentes marinhas, vampiros, duendes, grifos, centauros, sereias, gigantes... Mitos e lendas que você já ouviu falar, até mesmo criaturas atuais como o Monstro do Lago Ness e os chupa-cabras, todos têm alguma ligação com os Pokémon. Mas voltando àquela época, mesmo que o plano de esconder os Pokémon estivesse dando certo, sabíamos que um dia não seria mais possível guardar isso do resto dos humanos. Então aos poucos a verdade começava a ser passada a pessoas de confiança que protegeriam esse segredo a qualquer custo, tudo isso para que quando o mundo inteiro descobrisse sobre os Pokémon, eles ficassem protegidos por aqueles que os respeitavam. O tempo passou e até hoje isso é feito Rodrigo e essa é razão de você estar aqui.
- ... - Rodrigo ficou espantado com tudo que acabara de ouvir. Nem percebeu que fazia carinho no Cindaquil em seu colo que dormia tranquilamente. - Incrível. Não imaginava o quanto complexo era tudo isso.
Naquele momento a porta da sala abriu. Uma mulher bonita entrou e Rodrigo rapidamente a identificou pelo seu cabelo roxo, era a mulher que estava com o Professor Elm no elevador.
- Bom dia - Disse ela. Os dois professores e Rodrigo responderam ao seu cumprimento.
- Rodrigo eu lhe apresento a Professor Ivy. - Dizia o Professor Carvalho. A Professora Ivy balançou a cabeça dando um sorriso. Rodrigo balançou a cabeça também. - Ela é uma pesquisadora Pokémon como nós e tem um laboratório no Hawaii.
- Já contaram toda a história para ele? - Perguntou Ivy.
A Professora Ivy, embora bonita, tinha um jeito incomum, fora o cabelo, tinha os olhos baixos como se estivessem pra fechar e falava em um tom bem calmo, Rodrigo achou que ela estivesse com sono.
- Bom, acabamos dando uma resumida, mas o essencial Rodrigo já sabe, o resto ele irá aprender. - Disse o Professor Carvalho confiante. O Cindaquil no colo de Rodrigo despertava.
- Isso se o Rodrigo aceitar nossa proposta Professor. - Disse o Professor Elm, mexendo os óculos.
- Verdade Elm. Rodrigo o que me diz?
- Eu vou estar comprometido a que se aceitar? - Perguntou Rodrigo ainda avaliando a situação.
- Você irá aprender comigo tudo sobre os Pokémon Rodrigo. Fará parte desse mundo, assim como nós. - Respondeu Elm.
- ...Eu sei que isso é um passe importante. Eu... Farei parte! - Disse Rodrigo balançando a cabeça e olhando para o Cindaquil.
- Então você já tem uma grande responsabilidade Rodrigo. Deverá cuidar do Cindaquil. - Disse a Professora Ivy.
- Cinda?... - O Cindaquil olhava para Rodrigo.
- Isso não será problema, eu prometo cuidar do Cindaquil, seremos bons amigos. - Afirmou Rodrigo olhando para o Cindaquil.
- Cindaquil! - As costas do Cindaquil acenderam como uma fogueira. Levando um grande susto, Rodrigo acabou caindo para trás. E os três professores não agüentaram e acabaram dando risadas. - É bom tê-lo conosco Rodrigo. - Dizia o Professor Carvalho.
terça-feira, 7 de outubro de 2008
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